A questão não é de agora (está tão fresco o rescaldo da cobertura jornalística do Euro2004) , mas os Jogos Olímpicos de Atenas que por estes dias decorrem avivam o caso.
São as notícias "boas" e as "más"; é o comportamento "sensacional" e o "decepcionante" dos atletas; são as medalhas "que nos enchem de orgulho" ou os resultados "que nos envergonham"... É assim que se noticia a prestação dos atletas portugueses na Grécia: adjectivando-se a torto e a direito e usando e abusando dos acentos pessoais...
Durante o Euro, a dizia-se que era um momento único, que o País estava a viver um ambiente inigualável de patriotismo... e que a emoção, por vezes, ganhava a maior importância. Houve casos claramente excessivos (jornalistas com cachecóis de Portugal aos ombros...), ajudando a um saldo bem negativo.
Os resultados gerais dos atletas lusos é agora diferente do "êxito" futebolístico no Euro, mas quando um portuga arrebata uma medalhita voltam a ler-se e a ouvir-se os jornalistas de adjectivo na ponta da língua! É "fantástico" . Será assim tão complicado noticiar-se racionalmente, sem deixar de "emprestar" impressões ao que se vê?
PS- Hoje, o Blogger está a implicar com os links... talvez amanhã eles surjam.

Sinto-me tão baralhado
Que fico neste triste estado
Eu já não sei o que está certo
Já nem sei se é longe ou perto
Já não sei se ando torto
Se estou vivo ou se estou morto
Aquilo que eu preciso mesmo és tu
Aquilo que eu preciso és mesmo tu
Casas, carros, mordomias
Barcos, bolsa e mais valias
Nada disso me faz falta
Eu quero é a tua maré alta
Aquilo que eu preciso mesmo és tu
Aquilo que eu preciso és mesmo tu
Cigarette, Xutos e Pontapés
Para quem tinha dúvidas da chamada "cara de cú"
Bem sei que a intenção deveria ser a melhor, mas esta versão do Blogger é mais lenta, mais chata e menos funcional do que a anterior.
Um jornalista gravou, sem dar disso conhecimento aos interlocutores, várias conversas sobre o processo Casa Pia. Se for forma de trabalho de ajuda/suporte para uma melhor peça... admite-se que o faça: não pode é, em caso algum, colocar em risco a identidade das fontes que contactou e que, expressamente, fizeram questão de pedir anonimato. Simples.
Esta questão relança é outro assunto relacionado; e se as fontes afirmarem algo sob o anonimato e depois publicamente adoptarem posição exactamente contrária? Em que papel fica o jornalista? Sem suporte palpável que ateste a informação prestada, não poderá provar que "algo" foi efectivamente proferido se por acaso a fonte adoptar publicamente por contradizer-se... E que tal a Ética, deontologia como resposta..?
Um ano passou e parece que nada mudou. "Apenas" mais uns millhares de floresta desapareceram e somaram-se mais uns números aos mais de 420 mil hectares que arderam no ano passado.
O "folclore" político em 2003 nos media não trouxe consequências no mundo real. Prometeu-se muito, mas pouco foi feito. Para não variar.
Dizem que foram gastos milhões de euros na prevenção e para combate às chamas. Das duas, uma: ou não é verdade ou então foi mal gasto. A prevenção (o grande trunfo) pouco melhorou, os bombeiros continuam com pouco e ultrapassados meios de combate e, para cúmulo, não têm formação adequada.
Terão os bombeiros boa vontade, espírito de sacríficio e capacidade de trabalho? Claro que que sim. São bravos aqueles homens. Mas isso não tapa a realidade. Se recebessem formação e houvesse liderança séria no terreno... então muitas imagens que vimos na tv não existiriam.
Este ano, o Algarve foi a região mais afectada. Muitos perderam o modo de vida e o ganha-pão. Quem os ajudará? Espera-se que não sejam os mesmo que prometeram que em 2004 Portugal estaria preparado para os fogos florestais. Mas se forem, ganhem vergonha e cumpram. Para variar.
